segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

TPMIS AGÚDIS...

Você está lá muito bem, numa tarde assistindo TV, quando de repente se sente estranha. Você não sabe ao certo estranha como, mas você sabe que a visitinha da “indesejável” está pra vir a qualquer dia e qualquer hora.

Daí, você está quietinha comendo sua barrinha de cereal no trabalho, quando começa a sentir umas pontadinhas chatas, mas ainda não tem certeza se é a “visita” batendo na porta. Continua trabalhando como se não fosse com você, faz todo o serviço que tem de fazer quando, de repente, não mais que de repente, o estresse te pega de jeito. PRONTO! É ela mesma, você vai dar uma verificada e, tem a confirmação de que ela apareceu pra fazer uma visitinha de quatro a sete dias (é meu povo, aqui a coisa é imprevisível – como com muitas outras mulheres – e, triste, muito triste). E assim, o dia custa a passar, dá 17:00h, mas não dá 15:15h.

No outro dia, as pontadas vêm numa violência que você mal se agüenta. Você sente dores nas pernas, nas costas, braços, peitos, a cabeça fica pesada... Dependendo do grau do negócio, até febre e ânsia de vômito chegam jutinhas pra animar ainda mais a festa. Naquele momento, você se torna um bagaço, uma marionete da “visita”. Faz tudo o que ela quer, ela te obriga, por mais forte que você seja. Aperta-te lá nas entranhas pra que você chore, e você chora, fica te cutucando o dia inteiro pra que você se estresse e, você acaba se estressando. Você perde a linha de raciocínio, o dia por mais ensolarado que seja, muitas vezes lhe parece chuvoso, e a sua vontade é de ficar o dia inteiro jogada no sofá. Por vezes, mesmo que você esteja quietinha, esparramada na cama, assistindo TV e comendo pipoca, a “visita” dá um jeito de te fazer contorcer-se toda. Aí você chora, por que já não agüenta mais aquilo o dia inteiro.

Sua mãe te prepara um chá horrível com biscoito integral pra você tomar, quando você tem sorte de poder estar em casa nesse momento tão difícil (com a sua mamãe, de preferência, não se esqueça. Por que você com certeza não vai ter forças nem pra levantar pra pegar água, imagina fazer chá?). Sua irmã te prepara compressas bem quentes com paninhos (tipo aqueles que você levava pra escola quando estava no jardim de infância), por que enquanto um está no seu ventre, sua irmã está passando o outro a ferro e fogo para a troca. Se tiver namorado, ele se senta ao seu lado apavorado segurando tua mão (enquanto ele quase perde a dele) e, algumas vezes, até a sua vózinha vem pra rezar a tua barriga.

Você se pergunta mil vezes por que está passando por aquilo. Reza vinte Ave Marias e 40 Pai Nossos, pede do fundo do seu coração e da sua alma pra Deus acabar logo com aquela tortura e, promete que você nunca mais vai reclamar de nada nessa vida. Você perde totalmente a fome, sorrir é uma coisa praticamente impossível e quando alguém te vê naquele sofrimento e ainda te pergunta o porquê de você estar com aquela cara de cachorro sem dono, sua resposta só pode ser uma, “ah, vai pra #@*@#$*#@& e, não me enche a #*@#$*@#$ da paciência, #$@*#@!!!”. Ou no mais, você simplesmente faz cara de paisagem e, ignora (prefiro ficar com essa opção).

Sua vontade é de não ver absolutamente ninguém, mas se não tiver ninguém, você está é ferrada! Até por que, tem vezes em que o estresse é tanto e as dores tão fortes que, você precisa correr pro hospital pra tomar uma injeçãozinha (GOS-TOOOO-SA, bebê!) na veia antes que você não agüente e desmaie de tanta dor.

Se você tiver um “chefo” ou uma “chefa” bonzinhos, agradeça a Deus, por que há um tempo atrás tive uma “chefa” que Deus do céu, se fosse pra eu morrer ali de tanta dor, que morresse. Ela pirava só de ver atestado na frente dela, com dor eu tinha que ligar pra ela (por que ela trabalhava pelo centro na sede e eu lá na filial, onde Judas perdeu as botas, mas graças às forças divinas, em frente ao hospital, só tendo que atravessar quatro pistas, olha que supimpa!) avisar tudo o que eu estava sentindo e aí sim, ela pensaria se ia me deixar ou não ir. Colega de trabalho não podia ligar, ela tinha que ouvir a própria pessoa, acho que pra medir o sofrimento pelo tom de voz. Ela era má, muito má! Mas muitas vezes, meus colegas me deixavam ir na encolha e praticamente me carregando no colo, me levavam até o hospital (quatro pistas não é nada, não é nada, deixa eu te socar até você não agüentar mais que eu quero ver se você atravessa sentindo dor). Outras vezes, quando o trabalho estava sufocante e não tinha quem me levar de jeito nenhum, meu pai coitado, saia lá do trabalho dele, vinha no meu trabalho escravo e, me colocava dentro do carro só pra fazer a volta nas quatro pistas e me levar ao hospital. Olha, é caso sério rapaz, caso muito sério! Isso tudo, fora o tempo que você fica esperando sentindo dor sentada naquelas cadeiras de "plástico" uma junto da outra e o povo te olhando, por que pobre, né meu bem?! Só no sistema público!

Só sei que, depois que esse perrengue todo de dores, choros, gritos, “mããããe, me ajuda eu tô cum dor”, rezas, chás, compressas, estresse, vontade de arrancar a cabeça do seu urso de pelúcia preferido, tirar suas entranhas fora (olha o pleonasmo, Rachel!) e dar um tiro em um, a “visita” do jeito que veio, vai.

Você agradece tanto, mas tanto que olha, é até emocionante. O dia chuvoso parece de sol, estão te xingando, você agradece, te mandam enfrentar uma fila enorme só pra comprar um ‘qui de açúcar, você está lá! Você se torna a pessoa mais maravilhosa desse mundo (até que dois dias depois, no máximo, você volta a ser você mesma, se esquecendo de todo o sofrimento que passou)!

Mas, pra você que é homem, criança ou qualquer outro ser que não receba a visitinha adorável da TPMIS AGÚDIS (até mesmo as próprias mulheres que receberam por muitas vezes e agora não precisam aturar mais), não se preocupe, por ela fica até oito dias no máximo (que eu saiba), mas só perturba dessa forma “assustadora” um dia e meio. Por isso não corram e se puderem, nos acudam assim que chamarmos. Lembrando sempre que, sem perguntar never, nunca, “jamé”, por que estamos fazendo cara de cachorro sem dono, até por que, depois que levar uma “bifa” no meio da orelha, vai achar ruim. Então, não faça NADA, apenas mantenha a calma e obedeça que assim, ninguém morre! Amém.

Rachel Chagas

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Carta ao Papai Noel...

"Querido Papai Noel,
Tudo beleza aí?! Bom, espero que sim, né?
Estou escrevendo hoje pra te informar que esse ano me comportei super bem! Não desobedeci nem papai, nem mamãe, não briguei com meus irmãozinhos e nem assustei minha cachorra. Tá bom, tá bom, eu confesso, fiz um pouco de cada coisa sim, mas olha, estou contando a verdade, e isso deve valer pontos, certo?!
Esse ano não quero mais pônei e, não quero mais carro (mas se quiser mandar, tudo bem, não me importo nem um pouquinho). Esse ano, Papai Noel, eu quero uma calçada nova!! Isso mesmo, quero uma calçada que não fique inundada quando chove forte (ou fraco de forma constante), por que depois tenho que vir pisando na água suja e fico tão “empoçada” que só me falta sair peixe das calças e dos tênis. Se o senhor quiser aproveitar, manda uma pintura nova pro meu prédio também, que ‘cê sabe, ainda tá com a pintura, ou melhor, o que restou da pintura original.
Gostaria de fazer uma observação importante também, Papai Noel. Ano passado o senhor não me mandou definitivamente NADA! Nem ao menos mandou as calcinhas que manda sempre. Acho bom o senhor abrir o olho, hein? Tenho mais fotos comprometedoras e acho que não quer isso!!
Brincadeirinha!
PS: será que dá pra quebrar um galho e me mandar um MP3, 4 ou 5 também, hein?! ‘Sá que que é?! Sem música me dá um desanimo pra me exercitar... ah, diz que sim diiiiz?
Bom, isso é tudo! Se me lembrar de outra coisa, o senhor será devidamente avisado,não se preocupe!"
...

Na casa do Papai Noel:
- Mas essa menina não desiste NUNCA?!!! Ô, doende Sivirino, manda logo o MP3 pra ela! Aproveita e envia a carta junto avisando que só atendemos crianças. Vinte anos já não é criança há muito tempo!!
- Mas Papai Noel...
- Sivirino! Você vai conseguir construir e levar um carro pra ela sozinho?
- Não...
- Por que você sabe que temos outros bilhões de pedidos, não dá pra todos os doendes focarem num presente só. Você vai conseguir pintar o prédio dela sozinho?
- Não...
- Vai conseguir construir a calçada dela sozinho em uma noite?
- Hum... não...
- Então Sivirino! Pega logo o MP3, anexa à carta e, diz que estamos em contenção de despesa por tempo indeterminado, coisa que pode levar anos, talvez séculos! Ela vai acreditar...
- Mas Papai Noel...
- Siviriiiiino!!
- Ai, tá bom, mas não se irrite!!
Rachel Chagas

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Faça-me rir...


Daí que essa pessoa que vos escreve tem um irmão, como você caro leitor, que me acompanha todos os dias há (esse “há” tá certo?) de saber. Eis que, sempre que ele vai viajar resolvendo isso em cima da hora, me pede pra eu fazer o pezinho do cabelo dele com a máquina. Em troca sempre rola um ticket refeição, uma carona pro curso, dez reais, um chiclete, enfim, tudo é negociado, senão, nada feito tá meu bem?! Se nem relógio trabalha de graça, até por que precisa de pilha, por que eu “trabalharia”?
Então que hoje, foi um desses dias de negociação. Eu já estava atrasada pro curso UMA HORA, uma chuva chata, mas estava calor e eu não queria chegar suada. Estava desanimada pra ir debaixo da chuva, meu pai coitado, já tinha desabado no sofá de tão cansado e, fiquei com pena de acordá-lo. Eu já estava saindo quando o telefone tocou, era meu irmão querido! Pergunto logo se ele me levaria ao curso, né? Ele disse que sim num entusiasmo que nem acreditei, “ele deve me pedir alguma coisa, por que não é possível” – pensei na mesma hora. Dito e feito, ele me pede que eu pegue a maquininha de cortar cabelo dentro da mochila e que, leve pra ele aqui ao lado, na casa de vovó.
Chego lá, e me pede pra fazer o tal do “pé” do cabelo dele – tava demoraaando. Eu já estava estressada, estava com pressa, daí fui a toda fazendo o “babado”, sem perceber a pressão que eu estava fazendo com a máquina. Eis que tô lá, estressadíssima, mas ainda assim concentrada, quando ele vem:
- A pele você pode deixar aí tá?!
Gente, agora me diz se tem como ficar estressada com uma pessoa dessas?! No fim ainda ganhei carona pro curso, um chiclete e muita risada até chegar à aula me lembrando da frase desse idiota.
PS: isso sem citar a “dancinha” das mãos que ele fez dentro do carro enquanto me levava pro curso, mas só vendo pra saber o quanto foi engraçado, chorei de tanto que ri. Ai, ai... ele me irrita, mas me diverte! Te amo irmão!!

Rachel Chagas

Mil novecentos e lá vai bolinha...



A coisa toda está tão na cara que, nos últimos dias tenho ouvido e discutido muito sobre internet e essa tecnologia toda de hoje em dia. Uns dizem, eram mais felizes sem e, outros não sabem como viveram sem isso tanto tempo. O assunto divide opiniões. Lembro-me de como eu me divertia, de como eu inventava moda com minha irmã e vizinhos e, talvez se a internet já existisse (na verdade existia, mas MSN, Orkut, Facebook e afins ainda eram coisas inimagináveis), eu não teria aproveitado o tanto que aproveitei.

Na época que apareceu o tal do “Mirc” (é isso?!), eu ainda era pequena e única vez que tentei conversar – na casa de uma vizinha mais velha – me perdi, me estressei e voltei a brincar de Barbie com minha irmã.

Hoje em dia, as crianças já nascem em frente ao computador, não tem vida própria, vivem de Orkut, MSN... e, eu particularmente, acho isso o fim da picada. Eu mesma, que “tenho” que manter contato com a civilização às vezes me estresso. Isso, por que não se aproveita a risada da pessoa, não conversamos olhando nos olhos, não sabemos qual a sua expressão e nem saímos de casa pra ir encontrar ninguém. Está tudo a mão. Isso é tão patético.

O tal do e-mail é a mesma coisa, a gente “evita” palavras, escreve só o básico, ao contrário de ter uma boa conversa. No trabalho, o colega está ao seu lado, ou na baia da frente e, você não se levanta pra ir trocar uma idéia, você manda um e-mail. Possivelmente nem sabe a cara que o sujeito tem. Isso é assustador.

Noutro dia, conversando com meus pais no restaurante, citei que não sei como conseguiam viver sem celular, por que se mamãe principalmente, não consegue falar com a gente, quase tem outro filho de tão nervosa que fica. Ela disse que na época dela, simplesmente avisavam aos pais e, quando mudavam o rumo, era com a ajuda do orelhão que se comunicavam, olha que coisa triste! No entanto confessou que, hoje em dia, ela não saberia viver esmo sem celular.

Ontem no curso, foi a mesma coisa, começamos a nos questionar sobre o assunto, recordando (faz cem anos isso, né?) como vivíamos e como vivemos agora. A professora falou que na época dela, ela se comunicava com cartas, carimbadas e seladas, era praticamente moda. Minha mãe e meu pai também já fizeram muito isso nessa vida, Deus do céu!

Daí foi conversando sobre essa coisa toda, de antes e depois, que me lembrei: sou do tempo da FICHA (!!) de orelhão, que aliás, ainda era amarelo gema de ovo com a logomarca da Telerj (hoje em dia usa-se cartão e o orelhão é azul), não havia pendrive (era disket, só o nome dá medo), não sabia nem o que era CD (gravava tudo na fita, e tinha que ter habilidade, tá filhote?! 'Nera mole não!) sem contar que a moeda nem era o Real ainda (Jesus apaga a luz!). Logo, analisando esses fatos, percebo o quanto sou pré-histórica.

PS: E eu caindo em cima das minhas avós quando elas falavam que mal existiam casas no tempo delas. Eiiiita lelê! Tô ficando velha e não sei.

Rachel Chagas


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Gente, tô me achando...



Aí, nesse sábado que passou fui ao salão cortar a juba, e no meio do caminho, um monte de gente olhando. Já penso logo que posso estar com a calça suja, o zíper aberto, o dente com algum pedaço de comida, sei lá ? Vai que eu me acho e na verdade pagando mico?! É melhor prevenir antes de sair rebolando...

Mas enfim, segui, foi quando um cara estúpido chegou e soltou um:

- Te pego e te levo pra casa, hein?! - soooonha, benhê!

Fiz cara de paisagem, como se não fosse comigo. Vai ser imbecil assim no quinto dos infernos! Bom, pelo menos deu pra eu saber que não tinha problema com zíper, dente sujo, nem outra coisa do tipo.

Logo mais a frente, um cara dá um buzinadão! Eu olho muito raramente quando buzinam, pois penso que, se não me chamaram, então não é pra mim, e dessa também não olhei. Só vejo o carro dando a volta na praça, até que parou numa casa mais a frente. Fiquei mais aliviada, pra mim ia pegar alguém ali. Mal passo pelo carro e o cara solta:

- Te levo pra onde você quiser...

Cara de paisagem pra que te quero, mas pra minha ainda falta de sorte, o sinal estava fechado e, vendo que não dei confiança, o cara vem e pára NA MINHA FRENTE, em cima da faixa de pedestres. Fingi que não vi e, apertei o passo.

E nisso, até eu chegar ao salão, é aquele monte de homem olhando, você já começa a andar torto, já fica sem graça e aquela coisa toda. Daí chego lá contando os "causos" e minha vida toda, e fico sabendo dos "causos" e da vida toda de todo mundo também e, é aquela bagunça. Até por que, sempre acabamos achando gente conhecida, ainda mais quando frequentamos o mesmo lugar há muito tempo, o que é o caso do salão. Lá me elogiaram decentemente, e eu fiquei sem graça, mas gostei de ouvir, afinal, quem não gosta, ?

Na volta, passo em frente a um posto rumo pra casa, e um cara quase me atropela saindo do carro. Foi aquela coisa rápida, no susto, olhei pra ele, ele olhou pra mim e da sua boca saiu:

- Gente, como você é linda! - radieeeeiii na mesma hora!!

Olhei pra trás e agradeci. Tive que agradecer, gente! Isso sim foi um elogio, e foi lindo! É tão difícil você ouvir isso. Só sai um "gostosa", "que isso hein, delícia?", "te levo pra casa hoje mesmo" e essas outras vulgaridades que, se eu não agradecesse àquele singelo e perfeito elogio, eu estaria sendo no mínimo sem educação. Meu dia floreou!

Agora, acabo de ir aqui ao lado no salão trocar um dinheiro, mas a mulher não tinha e me manda ir ao estacionamento, logo aqui em frente ao trabalho. Uma moça chega junto e a deixo passar na frente (viu, como sou educada?!), aí o cara que estava atendendo me pergunta o que eu quero:

- Só quero saber se você troca pra mim? - e com a moça ainda ali, mexendo na bolsa ele solta:

- Claro, pra uma moça linda dessas se eu não trocasse...

E olha que nem ajeitei o cabelo hoje, hein?
Ai, ai... me apaixono!

Rachel Chagas

O nome...

Bom, diante do fato de algumas pessoas terem me perguntado o nome do meu ex (por conta desse meu texto aqui), eu não vejo problema nenhum em falar. O que acontece é que seria um tanto anti ético se eu publicasse aqui assim, pra todo mundo (apesar de alguns aqui já o conhecerem), então cheguei a conclusão de que, se ainda estiverem interessados no nome dele, me enviem um e-mail para rachelcfpn@hotmail.com que responderei com imenso prazer.
Mas já aviso que não é nada surpreendente, apenas não é um nome comum de ser ouvir, então, não me taquem pedras depois, dizendo que perderam tempo, né fofonildos?!
Oh, um beijo e um queijo para todos vocês (poucos) que com alegria me acomponham!
Obrigada!

Rachel Chagas

Almoço em família...



Como minha casa está em obra (eu havia escrito isso em outro post - enooorme - que não sei por que cargas d’água, mesmo depois de publicado sumiu, mas enfim, tô calmíssima, tô zen, sou um Buda, mas NÃO VOU FAZER OUTRO!) e, estou sem eira nem beira de lugar pra almoçar. Daí, minha irmã me liga agora, pouco antes do almoço e fala que vai almoçar fora com mamãe e papai, me convidando pra ir junto.

Chego ao restaurante junto com minha irmã (meus pais chegaram logo depois), meio dia em PONTO (!) e, vejo uma moça que eu sabia que conhecia, mas não me lembrava de jeito nenhum de que raio de lugar e, fiquei com aquilo na cabeça. Por que coisa que me dá raiva é querer me lembrar de algo e não conseguir, ver alguém, saber que conheço e não me lembrar de onde então... Deus me livre, dá até fadiga. Não contente ainda, encontro outro cara que eu conheço, mas também não me lembrava. Vontade de xingar até a morte, nem me lembrei de uma e, já me aparece outro?!

Minha cabeça voa, “será que foi na missa? Entrevista de emprego? Em algum dos lugares que trabalhei? Será, será, será?!!”.

Subi ao segundo andar, já junto aos meus pais e, nada de me lembrar nem de um, nem de outro. Logo depois, a mulher lá do começo, senta logo ao nosso lado e eu pra minha irmã:

- Raiane(!), já sei de onde é aquela mulher!!!! É lá de “Norival” (uma vendinha perto de casa que existe desde que me entendo por gente)!!

- Ah, é! - responde minha irmã sem muito entusiasmo.

- Agora quero saber de onde é o cara. – viro pra papai – Pai?! Quais foram os lugares que você me levou pra fazer entrevista?

Papai vem, e fala o nome de duas empresas e eu respondo negativamente.

- Gente, eu conversei com aquele cara... de onde ele é?! – eu fico nervosíssima com isso.

Só sei que vem Rachel, 12:30h (meia hora depois de eu ter visto o cara), quase que histericamente:

- AAAAaaaahhh! Me lembrei de onde ele é!! – todo mundo pára e olha pra mim. - Ele é meu professor do curso!!

Tive crise de riso no restaurante, uma coisa tão na cara e eu não me toquei?! Tô bêbada, é? Ainda tive que ouvir de papai:

- Não sei não, mas acho que essa menina tá indo pro curso pra dormir, não é possível. Pra não se lembrar da cara do professor, só assim.

Daí, fico pensando, será que estou dormindo mesmo no curso e não tô me lembrando disso?

_______________ //________________

Ainda no restaurante, depois de todos termos recuperado o fôlego por conta da minha grande capacidade de percepção, do nada me toca um celular com aquele funk boladão. O som nas alturas e a menina coitada, com aquela cara de batata cozida, de tão envergonhada. Eu que já não gosto de rir nem um pouco, caí na gargalhada e, tentando conciliar a fala com a risada, argumento com minha irmã:

- O pior nem foi o toque (risada), o pior foi a cara que a mulher fez, coitada... (risada alta)

Aí chega minha irmã, sérinha:

- Coloca um toque desse e depois fica com vergonha (imaginar a cara da minha irmã).

Já não estou boa hoje, caí mais ainda na gargalhada:

- Não pior foi o seu comentário... (gargalhada altíssima)

Não sei você caro leitor, mas eu achei muita graça, e hoje definitivamente não estou nem aí pra ficar séria. Que prossiga assim. Gente, eu me acabo! Preciso de ar!

Rachel Chagas